sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Fanatismo zero

Nos últimos dias alguns amigos do blog em busca de conhecimento solicitaram indicações de livros, de práticas e outros amigos com críticas. Diante disto aqui vai um recado: deve-se ter cautela com os livros que irão direcionar os estudos sobre filosofia, autoconhecimento e etc., estes devem ser filtrados para a formação do conhecimento. Filtre apenas as informações boas e novas que irão contribuir, não considere o livro uma verdade. Em frente aos diversos sistemas filosóficos que se tem conhecimento e suas “verdades” devemos nos manter alertas para evitar deslizes na caminhada. Aproveitando para abrir com um trechinho de Raul Seixas “já fui católico, budista, protestante, tenho os livros na estante e todos têm a explicação”.

Com a descoberta da “verdade” pessoas boas acabam se perdendo na certeza cega, grandes organizações acabam por mentirosas e fúteis terminando com a boa fé dos homens. A população está farta de tantos charlatões e acabou perdendo a crença no bem... uma lástima. A falta de credibilidade das instituições públicas, religiosas, filosóficas e outras passam esta impressão. O interesse em beneficio próprio, que é a base de uma sociedade voltada para o lucro e acúmulo de riquezas, está em aspectos de importância para a vida humana acima das boas virtudes. Estas organizações se utilizam da boa fé, muitas vezes dos mais fragilizados e menos informados para atingir seus objetivos financeiros. São registrados exemplos de gafes nas instituições desde milênios atrás que não precisam ser lembrados. Muitas dessas organizações se tornaram um grande circo onde o verdadeiro interesse é a venda de todos os ingressos, com suas verdades irredutíveis, brigando por fiéis, falando sempre a mesma coisa como discos arranhados que não conseguem trocar de música e no fim sem certeza alguma.

É um erro dizer que esta ou aquela esta certa, deve ser escolhida a que esta de acordo com seus princípios, mas sem fanatismo. Adapte-se ao sistema em que você irá viver mais feliz, não existe melhor nem pior, apenas diferente. “A cada dia vive-se um novo processo de adaptação às novas realidades para o nosso: entendimento, absorção e prática comportamental.[...] a adaptação ao novo é uma questão de sobrevivência”. (masso-teraplexia.blogspot.com).

Não caia na ilusão de achar que encontrou a verdade, um divisor de águas. Segundo Paramahansa Yogananda “Divisão é um linha imaginária, traçada por mentalidades estreitas. Resulta de complexos de superioridade, causando guerras e perniciosos problemas”.

Acredite! Pois até o ateu acredita em alguma coisa, mas respeite as diferenças e aprenda com elas, tenha os pés no chão e os olhos bem abertos para não cair na ilusão, pois no fim somos todos Um.“Não há judeu, nem grego; não há escravo nem livre; não há homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.” Gálatas 3:28, Bíblia.



José Cidral




Referências:

PARAMAHANSA YOGANANDA. A eterna busca do homem. Volume I.

http://www.bibliaonline.net

http://masso-teraplexia.blogspot.com/. A adaptação do homem a vida moderna.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Trabalhe!



Segunda-feira, o dia de volta as obrigações trabalhistas depois de nosso tão agradável descanso do final de semana. Todavia, é o dia em que começamos a jornada semanal para produzir, e por conseqüência de alguma forma contribuir para a sociedade. O trabalho de acordo com diversas culturas e teorias é o instrumento de dedicação ao “criador”. É o criador quem conduz nosso corpo, a mente e os sentidos ao trabalho, é ele que propõe a vocação. Segundo Sivananda “O trabalho é a devoção ao senhor”. Então, devemos nos comportar durante nossa jornada de trabalho de maneira amável, sociável e afável. Devemos manter o autocontrole, a tolerância e o amor para que possamos produzir Bons frutos e nos libertarmos dos malefícios do Karma, um bom exemplo é o trabalho voluntário, com a intenção de ajudar, melhorar e concretizar sem o interesse de esperar algo em troca, pode-se chamar isto em outras palavras de Karma Yoga.

Assim, nada melhor que um depoimento do Imortal Charles Chaplin, no qual deixa explícita a condição que vivemos hoje e suas consequências, devido a falta de virtudes, moral e ética no trabalho e que sem essas virtudes o único caminho é o caos. Desfrutem, reflitam e produzam uma bela semana à TODOS.

"O caminho da vida pode ser o da liberdade e da
beleza, porém, desviamo-nos dele.
A cobiça envenenou a alma dos homens, levantou
no mundo as muralhas do ódio e tem-nos feito marchar
a passo de ganso para a miséria e os morticínios.
Criamos a época da produção veloz, mas nos
sentimos enclausurados dentro dela.
A máquina, que produz em grande escala,
tem provocado a escassez.
Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa
inteligência, empedernidos e cruéis.
Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.
Mais do que máquinas, precisamos de
humanidade; mais do que de inteligência, precisamos de
afeição e doçura!
Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo estará perdido."

(Charles Chaplin, em discurso proferido no final do filme O grande ditador.)



José Cidral





Referência Bibliográfica


SWAMI SIVANANDA. A essência do Yoga.



quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O Silêncio



Não temos medo dele.

Na verdade, para nós ele é mais poderoso
do que as palavras. Nossos ancestrais foram educados nas maneiras do silêncio e eles nos transmitiram esse conhecimento. “Observa, escuta, e logo atua”, nos diziam. Esta é a maneira correta de viver.

Observa os animais para ver como cuidam de seus filhotes. Observa os anciões para ver
como se comportam. Observa o homem branco para ver o que querem. Sempre observa primeiro, com o coração e a mente quietos e então aprenderás. Quanto tiveres observado o suficiente, então poderás atuar.
Com vocês, brancos, é o contrário.

Vocês aprendem falando. Dão prêmios às crianças que falam mais na escola. Em suas festas, todos tratam de falar. No trabalho estão sempre tendo reuniões nas quais todos interrompem a todos, e todos falam cinco, dez, cem vezes. E chamam isso de “resolver um problema”. Quando estão numa habitação e há silêncio, ficam nervosos. Precisam preencher o espaço com sons. Então, falam compulsivamente, mesmo antes de saber o que vão dizer.

Vocês gostam de discutir.
Nem sequer permitem que o outro termine uma frase. Sempre interrompem. Para nós isso é muito desrespeitoso e muito estúpido, inclusive. Se começas a falar, eu não vou te interromper. Te escutarei. Talvez deixe de escutá-los se não gostar do que estás dizendo. Mas não vou interromper-te. Quando terminares, tomarei minha decisão sobre o que disseste, mas não te direi se não estou de acordo, a menos que seja importante. Do contrário, simplesmente ficarei calado e me afastarei. Terás dito o que preciso saber. Não há mais nada a dizer. Mas isso não é suficiente para a maioria de vocês.
Deveríam pensar nas suas palavras como se fossem sementes. Deveriam plantá-las, e permiti-las crescer em silêncio. Nossos ancestrais nos ensinaram que a terra está sempre nos falando, e que devemos ficar em silêncio para escutá-la.
Existem muitas vozes além das nossas.
Muitas vozes.
Só vamos escutá-las em silêncio .


(Sabedoria indígena) Kent Nerburn